Diego Mendonça foi selecionado, entre mais de cem autores, no primeiro edital da Rocket para publicação tradicional, com uma obra de ficção científica estilo cyber punk, que será lançada pela editora em 2022.

Biografia

Os primeiros sinais de que eu seria um escritor surgiram cedo. Desde que me lembro por gente, tenho grande apreço por quadrinhos e videogames. Eu fazia ilustrações de personagens que eu gostava muito, isso tudo criando as minhas próprias fanfics. Mega Man e Sonic tiveram mais versões por mim do que já têm oficialmente. Li muitos gibis do Batman e Homem-Aranha.  Embora, a literatura de livro, por assim dizer, só veio a surgir na minha vida bem tarde, quando eu beirava a fase adulta. Foi O Velho e o Mar de Ernest Hemingway que me mostrou que as palavras têm poder.

Meu primeiro interesse de produção autoral aconteceu de ser quadrinhos, pois eu era bem novo e tinha mais interesse em desenhar. Mas mesmo adolescente eu sabia que o mercado brasileiro era terreno pedregoso para criadores de HQ. Contudo, essa paixão foi substituída quando me vi apaixonado por música. Com um contrabaixo, apostei na música. Quis fazer meus colegas de banda começarem a compor músicas próprias, no entanto, parecia para mim que não tinham tanto interesse criativo como eu. Foi então que decidi largar a música para começar a escrever minhas próprias histórias. Fosse onde fosse. Aconteceu de ser na literatura.

Minha verdadeira primeira tentativa de história literária surgiu depois de eu assistir a série animada do Jackie Chan, no qual eu “fanfiquei” eu mesmo para o papel de Jackie e inseri meu avô e meu primo na história. Foi ali que tudo começou.

As minhas influências são bastante obtusas. Não porque não sei quais são, mas por serem muitas. Mangás e animês, filmes e séries, videogames e quadrinhos. Também, é claro, literatura. O atual autor que sou muito influenciado é um norte-americano chamado Harlan Ellison, que escreveu um conto fantástico de título “Não tenho boca e preciso gritar”. Minha porta de entrada para a ficção científica foi Philip K. Dick, que admiro muito, também Octavia Butler. E, embora não tenha nada a ver um com o outro, Erico Verissimo me influenciou muito com O Tempo e o Vento, livro que adoro.

Me divertindo muito com o processo de criação, brincando com tudo aquilo que sinto prazer, já tenho mais de trinta contos publicados espalhados por várias antologias. Pela Rocket Editorial ganhei o “Rocket Pages” de janeiro de 2021 — sobre amor proibido — e publiquei o conto Viúva Negra, além de disponibilizar gratuitamente Esta Canário Voará Outra Vez no site da editora. Já organizei duas coletâneas de ficção científica, tenho um livro semifinalista pela ABERST e uma coletânea em colaboração com o amigo escritor Fábio Aresi. Além de muitos outros trabalhos que estão por sair. Amo fazer o que faço.

Bem resumidamente dizendo, mesmo, esta é minha trajetória. Mas você pode me acompanhar pelo Instagram e conhecer todos os meus trabalhos na íntegra: @drsmendonca