Karine é a primeira autora contratada da Rocket Editorial. Seu romance de horror será publicado em 2021. Aqui, ela fala um pouco sobre suas influências e trajetória.

Desde pequenininha, sempre fui incentivada a me envolver com os livros. Comecei lendo gibis da Turma da Mônica; meu pai trazia um exemplar novo todo fim de semana. Na primeira série do ensino fundamental, a professora incentivou a turma a ler A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga. Foi então que o mundo da literatura se abriu de vez para mim.

Com esse amor recém-descoberto, veio também a curiosidade pela escrita. Contei com o incentivo de meus professores para escrever historinhas, que faziam sucesso entre meus colegas. Perdi as contas de quantas vezes fiquei de pé diante da turma e li em voz alta minhas próprias histórias. Ao longo dos anos, mudei de ideia sobre minha futura profissão diversas vezes ― quis ser professora, atriz, veterinária, nutricionista. Mas da escrita, nunca tive dúvidas.

Aos onze anos, tive meu primeiro contato com a literatura de horror, com It – A Coisa, de Stephen King. Costumo dizer que foi King quem me mostrou o caminho. Foi ali que descobri que é o medo do desconhecido o que me atrai. Já me aventurei por outros gêneros, mas sempre volto ao horror ― tanto como escritora quanto leitora. Além do King, sou leitora assídua de autores que escancarem o ser humano tal qual ele é. Entre os meus favoritos estão Clive Barker e a brasileira Ana Paula Maia.

O amor pelas letras e por idiomas me levou a cursar tradução. Hoje, além de escritora, trabalho no mercado editorial, principalmente como tradutora e revisora, embora também exerça outras funções. Nestes dez anos de dedicação à ficção, escrevi nove livros e perdi as contas de quantas novelas e contos. Dois deles saíram nas antologias Kowai e O Hospício de Muskov, pela Editora Wish. Alguns outros estão disponíveis na Amazon.

Compartilho parte da minha rotina com livros no meu IG: @realkirs