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Gabriela Leão ama ficção de crime e detetives e criou um thriller tão bacana que foi impossível ignorá-lo. A Rocket divulgará detalhes dessa obra em breve. Saiba um pouco mais sobre a autora nesta mini autobiografia.

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Biografia

Eu amo histórias. Parece meio óbvio, mas são muito importantes para mim. 

Tenho a lembrança de um recreio do colégio, no parquinho de chão de terra, minha cabeça lotada de referências da Agatha Christie, em que decidi escrever um mistério. Não deve ter sido assim do nada, ideias foram se formando, personagens crescendo, e talvez esse tenha sido o momento em que resolvi colocar a história no papel. É uma memória bem clara e eu acreditava ter sido aí que a escritora em mim surgiu, lá com meus 14 anos. Descobri outro dia que não. 

Minha mãe encontrou uma quase relíquia guardada com todo cuidado: era um amontoado de papéis de carta, do tipo que eu colecionava quando criança e me recusava a usar para escrever qualquer coisa, atado com dois pedacinhos de barbante laranja. Preenchidos com meu garrancho infantil, traziam adaptações de dois filmes em que eu era vidrada na época: Anastácia e Pokémon 2000. Eles eram recontados de um jeito bem diferente do original; se por que eu não entendia as histórias, ou por que eu quis mudar e contar do meu jeito, jamais irei me lembrar. Era uma maluquice só, com palavras e nomes soletrados do melhor jeito errado possível e que me fizeram gargalhar. Mas o melhor não foi isso, foi ver que desde criança eu queria pegar as histórias, escrevê-las, guardá-las do meu jeito. 

Com essa, lembrei de criar HQs com as amigas, de como era muito mais divertido bolar todo o passado da minha boneca e construir o cenário da brincadeira, do que brincar. E aí chegamos na Gabriela adolescente, que resolveu passar as tardes em frente ao computador escrevendo um romance de mistério. 'Tentativa' demorou uns três anos para sair, foi minha estreia como autora em uma história de assassinato bem dentro dos moldes Agatha Christie, com dois jovens se fazendo de detetive em vez de um Poirot. 

'A Mulher no Lago' veio depois de um manuscrito abandonado. Um tio me recomendou a leitura de Raymond Chandler e arranjei uma cópia de 'A Dama do Lago'. O título me chamou atenção, me sussurrou sozinho cenas e situações. Demorei tanto para ler que, quando comecei, já tinha toda uma narrativa em mente, diferente do romance de Chandler em estilo e até mesmo gênero dentro da ficção de crime. Então, né, fui escrever o meu, e o título ficou como homenagem, já que o original me inspirou tanto. 

Hoje, continuo com narrativas longas de crime, mas estou variando. Me apaixonei por RPG, comecei com Dungeons and Dragons e fui escrever fantasia medieval para dar conta das histórias dos nossos personagens. Busquei escrever contos e com eles caminhei para o terror, fantasia sombria, para o infantojuvenil. Larguei de vez o Direito (curso em que me graduei na universidade), fiz cursos de roteiro, literatura e Game Design. Hoje trabalho no desenvolvimento de jogos, inclusive escrevendo roteiros.  

E vou criando minhas histórias, tantas mais que não cabem por aqui. Lá no Instagram você encontra mais detalhes: @gabrielaleaot